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Pobreza e discriminação racial

A pobreza não é igual para todo mundo. Ela é maior entre as crianças negras e indígenas. É como se alguém perdesse seus direitos só por causa da cor da pele ou do povo a que pertence. É o que se chama discriminação racial: a idéia de que as pessoas de cor ou de cultura diferente sejam menos inteligentes, menos honestas, menos gente.

É muito triste, mas no Brasil é isso o que ainda acontece. A discriminação racial nasceu da escravidão dos indígenas e, depois, dos negros. A escravidão já acabou há muitos anos, mas deixou marcas até hoje, na forma de preconceito.

De cada dez crianças pobres, sete são negras. Filhos de mães negras têm mais chance de morrer do que filhos de mães brancas. As crianças negras também vão menos à escola e as mães negras vão menos ao médico durante a gravidez. Como resultado, morrem mais crianças negras e indígenas do que brancas.

A discriminação racial traz problemas que podem durar para sempre. Se as crianças negras de hoje não se alimentarem bem, não crescerem com saúde e educação, como elas poderão dar boas condições de vida a seus filhos, no futuro? A história de preconceito e pobreza vai se repetir com as crianças que vão nascer.

Para quebrar esse círculo vicioso, o governo precisa criar políticas públicas para dar mais oportunidades a negros e indígenas para que tenham os mesmos direitos que as pessoas brancas. São as chamadas ações afirmativas. Um exemplo de ação afirmativa é o que fazem algumas universidades públicas, que são gratuitas: reservam algumas vagas especialmente para alunos negros e indígenas.